Fernando Fernandes no Limite
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O atleta Fernando Fernandes será o novo apresentador da nova temporada de No Limite da TV Globo. O programa estréia a temporada 2022 de fato no dia 03 de maio. Terá 24 competidores cada um com suas histórias e personalidades.

Fernando Fernandes é atleta tetracampeão paralímpico de canoagem. Numa coletiva no dia 25 de abril, o novo apresentador do programa declarou: “Terá o dobro de provas praticamente. Provas que exigem do ser humano. A gente coloca No Limite ‘no limite’ o tempo todo”.

A saber, Fernando decidiu mudar sua maneira de viver em 2009 quando ficou paraplégico devido a um acidente de automóvel. O ex-participante do Big Brother Brasil 2 disse: “Tudo na minha vida mudou. Me vi enfrentando meus obstáculos. Quis me encaixar na sociedade. Me encontrei no esporte. Quis usar o meu dom e a minha profissão pra ajudar as pessoas”.

Celebrando a representatividade

De acordo com o atleta é “fundamental e necessário” representar as pessoas deficientes liderando um programa na TV aberta. No entanto, ele diz que foi convocado pela sua competência: “Se eu tô aqui a cadeira de rodas não é a razão. É pelo atleta que sou, e como lido com a cadeira de rodas.

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Isso foi importante para conquistar esse espaço. Quando um cadeirante assume uma posição com responsabilidade tão grande, é pra mostrar como [esse público] é esquecido, colocado em segundo plano…Fala-se muito pouco da pessoa com deficiência”.

Fernando explica que no programa (No Limite) todos (ele assim como os participantes) estão trabalhando a sua liderança de maneira natural. E isso porque ele mesmo está encarando naturalmente. É preciso desmistificar a pessoa deficiente: “Muita gente liga a pessoa com deficiência a incapacidade e invalidez. Com certeza esse é o momento de muita importância, pelo que a gente vai realizar”, declara o apresentador.

O preparo para ser apresentador

Certamente estar diante das câmeras não é novidade para Fernando. Porém, para apresentar um programa como este é necessário muita energia: “Me preparei como se estivesse indo para um campeonato mudial de canoagem. Tinha certeza que, pela vida que levo,vivo na praia, nas dunas, e eu tenho que criar minhas formas de viver, porque eu sou um cadeirante. Se eu não tiver bem o tempo inteiro, não consigo…vou colocar tudo em prática. Tudo que eu tinha pra dar, tá aqui”.