tênis balenciaga
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A grife francesa Balenciaga volta a apostar na polêmica. Desta vez com o Tênis Paris Sneacker que leva a estética ‘destroyed’ muito a sério. Os modelos da nova coleção Balenciaga apresentam manchas, rasgos e uma aparência totalmente suja. O calçado “full destroyed” (completamente destruído) é a nova aposta da marca que consolidou o Triple S no mercado de sneakers.

De acordo com o site “The Business of Fashion”, esta coleção tem uma edição limitada de apenas 100 pares. Além disso, estão disponíveis em versões mule por 495 euros (R$2600) e de cano alto por 1800 euros (R$10000).

O responsável pela coleção é o diretor criativo Demna Gvsalia. Os tênis podem encontram-se em três cores: branco, preto e vermelho, sendo todos de cano alto. No entanto, os mules com a parte de trás recortada são as únicas exceções.

Mas o grande chamariz da nova coleção Balenciaga são os detalhes: o tecido é rasgado e a sola tem desenhos rabiscados com o nome “Balenciaga” que contrastam com os tons desbotados. 

A partir desta segunda-feira (9), o Paris Sneaker está disponível no site. Já nas lojas do Oriente Médio e dos Estados Unidos a partir de 16 de maio e no resto do mundo serão lançados posteriormente.

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Os memes nas redes sociais

Na pré-venda, os novos modelos motivaram muitos memes nas redes sociais:

Alguma fábrica da Balenciaga pegou fogo e os caras simplesmente não quiseram dar o braço a torcer”.

Os novos tênis da Balenciaga são a prova de que toda a galera que trabalha na marca acorda e pensa ‘como é que a gente vai testar os rico hoje?’”

A Balenciaga vendendo tênis direto do lixão”.

Os motivos por trás da nova coleção Balenciaga

Os calçados que seguem a estética “destroyed” trazem consigo acima de tudo, reflexões sobre o luxo em um cenário de guerra e pobreza.

Demna Gvsalia, criador da coleção, nasceu na Geórgia, país invadido pela Rússia. No ano passado, em entrevista para a Interview, ele falou que seu objetivo é ir além do padrão imposto pela moda: “Sinto que meu desafio e responsabilidade como designer hoje é questionar o que é beleza. Por que seguimos as regras de 50 anos atrás? Eu não cresci em Versalhes. Sou um refugiado. Eu precisava buscar beleza em tudo”.